Crónicas

A COLUNA DO PÔNCIO – 11.10.2017 por Bernardino Barros – Batalha1893.pt

Fim-de-semana sem futebol é um marasmo, mas no futebol português, mesmo sem a bolinha a rolar, não faltam motivos para a “artilharia encarnada” se entreter.
Negam o inevitável, email´s, claques, situação financeira caótica, preferindo esgrimir argumentos em aspectos secundários, na firme intenção de fazer prevalecer o acessório em detrimento do essencial.
Tirar valor aos adversários do FC Porto (Mónaco) e valorizar os seus (Basileia), com o pobre e falacioso argumento que o ranking dos clubes e do país é favorável aos suíços, é o mesmo que querer comparar obra prima do mestre com a prima do mestre de obras. Os factos desmentem os argumentos falaciosos:

A negação da existência de claques, ou Grupos Organizados de Adeptos (GOA), tem sido prática recorrente do universo vermelho, mas como a mentira tem perna curta, os factos são evidentes e não se podem enterrar na areia, como muito bem ficou demonstrado no vídeo publicado no Batalha 1893, que pode ser visto aqui:

Mesmo que no dia de ontem, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, por relatório dos delegados da Liga, tenha multado o Benfica por actos ilícitos das claques vermelhas.

Falar dos emails é o mesmo que dizer na óptica vermelha que não existem, podem existir mas não se lembram, mas ´
E muito difícil manter uma mentira durante muito tempo, há sempre uma escorregadela manhosa, mesmo que numa assembleia geral onde o “primeiro-ministro” da nação de Adão Mendes, o confirme com todas as letras, mesmo as mais vernáculas.
A tese agora é: “deixem a justiça decidir”.
Mas não foi isso que se passou no Apito Dourado?
A justiça civil e desportiva, não decidiu a favor do FC Porto?
Aliás esse processo, Apito Dourado, é eloquente para comparar atitudes e reacções da comunicação social e todos os que estão ligados, por interesses, ao poder vermelho que reina no país desportivo.
No caso do apito dourado tivemos órgãos de comunicação social com horas de programas dedicados ao assunto. Telejornais a abrir com a noticia, sendo criados novos programas desportivos com comentadores escolhidos a dedo.
Foram pedidos “PARECERES” a gabinetes de advogados.
Qualquer bicho careta falava, ainda falam, do processo Apito Dourado, mesmo quando estava em segredo de justiça.
Houve “fugas” de informação do Ministério Público e da Policia Judiciária a tornar a documentação “aberta”.
Foi envolvida a UEFA, num processo esconso para banir o FC Porto da Liga dos Campeões, procurando um aliado de peso, Michel Platini. Exacto, esse mesmo o presidente da UEFA, que, ironia do destino, foi afastado da cadeira da UEFA em Maio de 2016, por estar envolvido num pagamento de 1,8 milhões de euros sem contrato escrito. Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és.
Hoje, está o clube encarnado envolvido em suspeitas de corrupção com elementos pertencentes à Federação, Liga, Conselho de Arbitragem, Conselho de Disciplina, APAF, árbitros, observadores, IPDJ, Ministério Público, etc. e ninguém diz ou escreve nada sobre o assunto. A comunicação social, branqueia, omite, assobia para o lado, mesmo perante as evidências.
A comunicação social “avençada” alimenta os lucros astronómicos nas contas vermelhas mas, o passivo não baixa.
Omite o facto de o clube de Carnide ser o que mais pagou em comissões a agentes por transferências.
Não fala que erros processuais impedem buscas a Luís Filipe Vieira.
Um forrobodó que vai continuar nos tempos mais próximos, até que o mundo alicerçado em mentiras, em trapaças, em conluios e corrupção, se desmorone como um castelo de cartas. Como disse o pensador checo Jan Hus:
“Eles pensavam poder abafar e vencer a verdade, que é sempre vitoriosa, ignorando que a própria essência da verdade é que, quanto mais quisermos comprimi-la mais ela cresce e se eleva”.

Um abraço do
Bernardino Barros by batalha1893.pt